Ser professor é
tornar-se extensão do que se prega, ensinar muito além
das palavras, doar-se por inspiração e, acima
de tudo, acreditar no bem como essência do ser humano.
Vou me referir a cada professor como um Mestre-Anjo! Em tudo
o que somos e conquistamos vive um pedaço da alma mestre.
Talvez, por isso, no dia em que se comemora o dia deles não
é feriado. Justamente porque são eles a mão
invisível que constrói o mundo incessantemente.
O ser humano vê o orvalho, o Mestre-Anjo, explica a força
invisível da evaporação. É ele quem
coloca as medalhas no seu peito, antes de se tornar um competidor.
Vê o gênio por de trás do corpo franzino,
arranca superação de dentro daqueles que não
conhecem seus próprios dons. Não existem bandidos,
só professores que não puderam estar lá.
Não existem opressores, só professores que não
foram ouvidos. Ele ensina que não são os desafios
que nos oprimem, mas o fato de aplicar nossos conhecimentos
sem o “Espírito”. O Mestre-Anjo ensina que
é preciso governar o poder e não permitir que
o poder nos governe. O Mestre-Anjo aponta que não dominamos
a natureza pela força, mas pela compreensão. Cada
professor está entre o fogo que assa pão e o que
incendeia florestas, entre a inspiração que escreve
um hino de paz e a que aprimora bombas. Enfim, ele vive na mais
perigosa fronteira entre o bom e o mal, sempre a defender a
vida que, como Anjo-Mestre, ama e ensina a amar. Os séculos
passarão e os ventos virão derrubar governos e
muralhas, mas nunca passará a sabedoria e o exemplo de
cada Mestre-Anjo.
Feliz dia do Professor