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  Tin Tin Alves,
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tintinalves@ig.com.br


O Cordel Vive, Viva o Cordel (Jul/10)

Para quem hoje se preocupa com os comboios de informações que entram porta à dentro de seus lares sem pedir licença, parece estranho falar de Cordel, mas para quem esperava ansioso pelas tropas de mulas que venciam os obstáculos das rudes trilhas, trazendo nos lombos calejados os víveres para o sustento do corpo do sertanejo, e, ainda entretenimento, informação e conhecimento através dos livretos de Cordel, é pertinente que se fale dela como se fala de qualquer outra literatura.
Oriunda de vários países da Europa, originalmente oral, e tendo suas raízes nas Fábulas, nos Contos populares, nas Histórias de cavalaria, etc. A literatura de Cordel desembarcou no nordeste em companhia dos colonizadores no século XIX. Ali, se popularizou ao encontrar no sertanejo as características perfeitas para o seu desenvolvimento.
Com pouco mais de um século de vida, esta literatura que foi deixada às margens por muitos, mas também aplaudida por grandes vultos como Câmara Cascudo, Mário de Andrade, Mark Curran, etc. Chegou ao século XXI com muita vitalidade, e disposição para continuar sua caminhada através dos tempos.
O poeta paraibano Leandro Gomes de Barros, (1865-1918) é apontado como o primeiro, e maior cordelista no Brasil. Foi ´sátiro, crítico, historiador, e ainda fez desabrochar nas faces dos rudes sertanejos sorrisos para amenizar as dores provocadas pelo próprio em que viviam.
Nos próximos números falaremos um pouco mais do Cordel, e dos seus fazedores. Por hora, deixo aqui meu parecer sobre o Nosso Poeta Maior de Cordel:

Louvo Leandro de Barros.
Bandeira louvou Raquel
Em nome do Pai e do Filho
Registro neste Papel.
Bendito seja louvado!
Leandro, Monstro Sagrado
Pelos versos do Cordel.

Tin Tin Alves

Sou Mineiro Brasileiro
Nascido bem na fronteira
Do nordeste com sudeste
Desta terra brasileira.
Eu sou quase nordestino,
Foi por conta do destino,
Que sou da Terra Mineira.


 


EDIÇÃO 31





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